terça-feira, 22 de novembro de 2011

Que Férias!!

Todos de malas prontas e ai nos vamos para as férias tão esperadas.
Saímos em comboio em três carros bem lotados.
As férias prometiam muito, queríamos pescar além de irmos.
para a tal caçada ao tesouro.
Cantávamos e pulávamos apesar de pedirem para que ficássemos
Mais calmos.
É claro que não adiantava nada.
Nosso destino era uma chácara do pai de Otavio nosso colega de escola.
Depois de algumas horas de viagem e de confusão também, lá chegamos.
Era um lugar muito lindo que ficava no meio de montanhas, cheio de vegetação e dava para ouvir os pássaros, daí concluindo-se que deveriam ter muitos.

Ficamos em quartos já preparados para nós.
As camas eram de beliche e cada quarto tinha quatro delas.
O banheiro era logo ao lado do quarto.
Antes de sairmos para fazer o reconhecimento do local, é claro que fizemos uma guerra de travesseiros!
Foi muito legal...
Como bem educados que éramos deixamos depois disto, o quarto em ordem como quarto de anjinhos....

Andamos por perto mesmo e o senhor Antonio ia nos explicando para cada lado o que havia lá.
Logo chegou a hora da janta e notei que escureceu rápido.
Ficou tão escuro que lá fora não se via nada.
Depois da janta ficamos contando historias, mas caindo de sono, pois o dia havia sido cansativo.
Fomos dormir.
O silencio era total, dormimos como anjos mesmo.
Logo cedo após um ótimo café da manhã, nos organizamos para sair com o senhor Antonio.
-Vejam meninos hoje vamos pescar, portanto cada um pegue seu equipamento e me sigam sempre todos juntos.
Depois de andarmos por mais de uma hora, encontramos o riacho que sai de uma enorme cachoeira.
Era lindo ver a água jorrando como se fugindo de algo.
Pescamos andamos nas pedras e até comemos umas frutinhas que nunca tínhamos visto na vida.
É claro que com o consentimento e conhecimento do senhor Antonio.
Fizemos uma refeição tipo piquenique lá mesmo na beira do rio.
Nem havíamos notado que duas senhoras trouxeram os cestos com muitas frutas lanches gostosos recheados de folhas com muito tomate.
Bebemos leite que era fresquinho lá da chácara mesmo.
Na volta viemos cantando e marchando brincando como sempre.
Tomamos nosso banho, e já era hora de jantar.
Como disse escurecia cedo por lá, mas era inverno também.
Esta noite jogamos na sala grande da lareira.
Claro que dormimos novamente como anjos.

Nesta manhã o senhor Antonio nos reuniu e disse-nos:
- Vamos formar dois grupos em passeios diferentes.
Quem quiser ir conhecer as cavernas deste lado.
Quem quiser ir a caça do tesouro deste lado..
E quem quiser ir conhecer os estábulos e suas crias aqui comigo.

Minha turma resolveu pelas Cavernas.
Um rapaz ia nos acompanhar e desta vez não haveria lanche em conjunto cada um recebeu seu farnel com tudo.
Lá fomos nós.
Embreamos-nos pelo mato e tenho certeza que andamos mais de duas horas até chegarmos à entrada das Cavernas.
Era um bloco de pedra a entrada e lá dentro corria um rio muito fininho.
Fazia muito eco também.
Recebemos uma lanterna grande para nos guiarmos.
Será que é muito escuro lá dentro?
Fomos entrando e sentia um cheiro de terra muito forte e barulho de chuveiro, que era da cachoeira bem no meio da Caverna.
Quanto mais íamos entrando mais escuro ia ficando, até que a lanterna ajudava bastante.
Consegui algumas pedras diferentes para minha coleção.
O chão era de areia e do teto gotejava água.
Nós estávamos em quatro mais o guia que sempre estava a nossa frente.
Parecia não se cansar nunca!
Foi quando resolvemos parar para descansar um pouco..
Duas lanternas haviam apagado não sabemos por quê?
Estava escuro, mas não tanto, mais ou menos.
Encostei-se a uma pedra enorme e gelada.
Meus colegas fizeram o mesmo.
Foi quando ouvimos o uivo!
Forte vibrando em toda Caverna!
Agarramos-nos imediatamente...
O que será isto?
De repente farfalhar de asas, algo voando?
Atônitos mantínhamos os olhos bem abertos.
Foi quando as outras lanternas também apagaram...
E agora?

Começamos a falar baixinho entre nós quatro.
Onde estaria o guia?
Ali agarradinhos e amedrontados permanecemos por bem mais de meia hora.

De repente vimos uma lanterna vindo em nossa direção.
Ficamos quietos, mas com um pouco de medo.

Ah, vocês estão aqui disse o guia.
Nem respondemos.
É nossas lanternas não acendem mais.
Achamos melhor ficar e esperar por você.
-Ouviram o uivo perguntou ele?
-Sim o que era?
-O vento neste horário pega um canal e entra com tudo;
É de assustar não é mesmo?
É, respondemos meio que devagarzinho.
-Viram as águias sobrevoando o teto, é lá que fazem os seus ninhos.
-Percebemos sim que havia vôos de aves, mas sem lanternas!
Fomos voltando e as pernas não queriam andar depressa de tão dura que estavam.
Como foi difícil chegar até a chácara.
Depois do banho e do jantar fomos direto para o quarto.
Que aventura não, esqueci até de comer meu lanche.
Ainda bem que ficamos quietos e esperando, para tudo tem resposta palavras de meu avô.
Desta vez o medo não conseguiu nos atingir demais.
Otavio, que barulho é este?
É o outro grupo que esta jogando cartas.
Dorme meu amigo, amanhã tem mais!
Que tal irmos a caça dos tesouros...

O Fantasma do Lustre

Estávamos todos reunidos na pequena biblioteca de nossa casa. Como era de costume sempre após o jantar fazíamos nossos deveres de escola. Eu, estava às voltas com meus teoremas, minha irmã com sua redação e meu irmão tentando recortar alguma figura para o cartaz de ciências. Ali, entretidos, ouvimos um estalo vindo do alto. Um olhou para o outro e não dissemos nada, apenas balançamos os ombros como que dizendo: que foi? Continuamos concentrados. De repente a luz piscou duas vezes, mas, imediatamente, voltou e ficou normal. Ficamos quietos  novamente.
De repente ouvimos um forte assobio... Aí então não deu para ficar quieto, saímos correndo da sala. Fomos direto à sala de estar onde papai e mamãe estavam dando uma olhadinha no jornal.
- Que foi? perguntaram os dois já de pé tal a pressa com que adentramos a sala.
- Tem um fantasma no lustre dissemos os três quase que gaguejando.
- O quê? disse meu pai.
- É um fantasma no lustre!
Acompanhamos meu pai que levou consigo uma escada. Até ai então não entendíamos porque uma escada. Puxa, ele não tinha medo mesmo.
Subiu nela, vimos que apertava alguma coisa e depois delicadamente pegou algo. Desceu.
- Prontos para ver o fantasma?
Grudamo-nos uns nos outros...
- Primeiro: a lâmpada estava meio solta. Apertei-a e agora não vai mais piscar. E aqui está o fantasma que assobiou para vocês.
Abriu a mão e lá estava um inseto pequenino.
- Papai, o que é isso?
- Uma cigarra meus filhos, e elas  cantam, assoviam!
Ficamos de boca aberta olhando.
- Então não tem fantasma?
- Claro que não.
Voltamos a outra sala e lá meus pais riam do nosso susto.
Puxa e eu que pensava que tinha um fantasma no lustre!
A janela bateu com o vento e, novamente, saímos correndo.
- Foi a janela - dissemos juntamente com as risadas de meus pais.
Sempre que entro numa biblioteca lembro deste fato, olho para os lustres e procuro o fantasma, ou seja, as cigarras.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Hotel Terror!!

Em um hotel de quinta categoria na beira da estrada ás três horas da manhã, Christian toca o sino da recepção, ninguém apareceu por alguns minutos e seu cachorro se mostrava muito agitado.

“Calma Boy, daqui a pouco vamos comer e descansar” – disse ao cachorro como se estivesse conversando com uma pessoa.

Boy começou a latir e Christian tocou o sino varias vezes até um senhor de idade aparecer. O homem com aparência mal humorada olhou o cachorro com cara feia.

“Não aceitamos cachorros aqui.” – disse o velho em voz alta enquanto Boy latia alto.

“Preciso de um quarto e algo de comer.” – disse Christian ignorando o comentário sobre Boy.

“São vinte e oito reais para o quarto, comida só de manhã, tem uma maquina ali com batatas e outras coisas do gênero, agora o cachorro vai ter que ficar de fora.” – respondeu o recepcionista.

“O cachorro vai dormir comigo.” – Disse ele colocando uma nota de cinqüenta reais no balcão.

O velho pegou a nota e entregou a chave a ele sem reclamar. Christian colocou dinheiro nas maquinas de comida e refrigerante e saiu com as mãos cheias. Foram para o quarto e comeram assistindo um filme em preto e branco na televisão velha. Logo depois os dois dormiram.

No meio da noite Christian acordou com Boy rosnando e latindo, olhou para ele e viu que o cachorro estava latindo para a porta do banheiro que estava um pouco aberta.

“O que você encontrou ai Boy? Vai deitar.” – disse Christian colocando o travesseiro encima da cabeça.

Boy não parou de latir e Christian olhou para onde ele estava latindo. Para seu terror, a porta do banheiro abriu e fechou, abriu e fechou e continuou fazendo o mesmo sem parar. O rangido da porta o fez arrepiar, quis sair do quarto correndo, mas não podia se mover de medo. A televisão acendeu sozinha, não tinha imagem somente o chuvisco e chiado. Christian tentou mudar de canal sem sucesso.

Ele decidiu ir até o banheiro para ver o que tinha lá, quando acendeu a luz a imagem que viu o aterrorizou. O banheiro estava todo sujo de sangue e em frente ao espelho havia uma mulher pálida, de olhos vidrados e com os pulsos cortados.

“Me ajuda, eu não quero morrer assim.” – disse a mulher gritando enquanto chorava.

Christian ficou paralisado, a mulher foi se aproximando dele repedindo o pedido de ajuda. Ele via o desespero da mulher mas ficou sem reação, ela estava urinado de dor e medo pois sabia que iria morrer. O mal cheiro de sangue e urina se espalharam pelo banheiro, Christian sentia vontade de vomitar, nunca teve um sentimento tão ruim, mas não conseguia se mover ou reagir a nada, até que despertou do choque com o latido de Boy, ele olhou para o cachorro que recuava do local pedindo que seu dono saísse dali.

Ele saiu do banheiro seguindo Boy e fechou a porta. O silencio tomou conta do quarto e a televisão desligou. Christian pensou no sofrimento da mulher e abriu a porta novamente, para seu espanto o banheiro estava limpo e vazio. Ele não pensou duas vezes, pegou sua mochila e saiu do quarto com Boy e foi até a recepção. Bateu varias vezes no sino até que o mesmo velho apareceu. Christian contou-lhe a história, o velho escutou tudo sem mudar a cara.

“Você não é o primeiro a me contar essa história, varias pessoas já presenciaram isso. Alguns anos atrás uma mulher viciada em drogas se matou naquele quarto. Eu imagino que ela se arrependeu de ter cortado os pulsos mas não pôde conseguir ajuda antes de morrer e agora fica assombrando meus clientes. Eu já trouxe de pastor à pai-de-santo aqui mas nada adiantou. Desculpe mas não tenho outro quarto para te oferecer.” Disse o homem devolvendo o dinheiro.

Sem dizer uma palavra Christian pegou seu dinheiro e foi embora para nunca mais voltar. Os acontecimentos daquela noite marcaram sua vida para sempre. Olhou uma vez mais para a direção do quarto, pela janela ele pôde ver o fantasma da mulher batendo no vidro da janela com os pulsos cortados e gritando algo que Christian não podia escutar. Ele lamentou pela mulher mas foi embora e desta vez sem olhar pra trás.

Igreja é apenas lugar de deus??

Alguns anos atrás quando eu tinha 18 anos, me mudei para salvador com a minha família, pois meu pai havia sido transferido pela empresa onde trabalhava. Alguns dias depois voltando do colégio eu vi um cartaz na porta da igreja dizendo que precisavam de zelador e decidi me candidatar à vaga. Depois de conversar com o padre ele decidiu me dar uma chance e eu comecei no mesmo dia, meu turno seria das três da tarde até as nove da noite, a igreja fechava as sete então eu tinha duas horas para limpar o chão e os assentos.

No meu segundo dia coisas estranhas começaram a acontecer e eu fiquei muito assustado. Eram umas oito da noite e o padre havia ido jantar na casa de um amigo, eu fiquei sozinho na igreja terminando a limpeza. Eu fui até o armazém da igreja buscar alguns produtos e quando voltei para minha surpresa havia uma mulher vestida de luto ajoelhada em um dos assentos e estava chorando. A principio eu pensei que tinha deixado a porta aberta então fui me aproximando para falar com ela.

“Desculpe senhora mas a igreja já esta fechada, a senhora pode voltar amanhã as sete da manhã que ela já vai estar aberta.” – disse eu à mulher que continuou com a cabeça baixa e chorando.

Vendo o estado da mulher eu a deixei ficar por ali e quando eu fosse embora eu pediria que ela saísse comigo. Continuei limpando e acabei esquecendo a mulher até que escutei passos na igreja, quando eu olhei para a direção de onde vinha eu não vi nada e a mulher já não estava lá. Eu corri para a parte de atrás da igreja, onde tinha escutado os passos, por que pensei que ela tinha ido pra lá. Quando eu cheguei não tinha ninguém, então voltei ao saguão de missas chequei todas as portas da igreja e todas estavam trancadas.

“Onde esta meu filho?” – escutei uma voz vinda do altar.

Eu olhei e não tinha ninguém, só vi um vulto andando e desaparecendo. Com medo, eu saí correndo da igreja e acabei topando com o padre na porta. Ele estava muito abatido, perguntei o que era, ele me falou que sua mãe tinha falecido momentos atrás e ele veio se preparar para viajar para cidade onde ela morava. Ele entrou na igreja e eu fui atrás para ajudá-lo. A mulher estava outra vez ajoelhada no banco, quando passamos por ela o padre a ignorou totalmente e ela me olhou tirando o véu negro que cobria seu rosto. O terror tomou conta de mim, a mulher estava pálida e chorava muito. Eu decidi não dizer nada para o padre com medo que ele pensasse que eu estava fazendo uma brincadeira de mau gosto. Eu fiquei apavorado, queria sair da igreja mas não queria deixar o padre sozinho. Ele começou a fazer a mala e tirou uma foto da cômoda e me mostrou, meu sangue gelou novamente, a mulher na foto era a mesma que chorava na igreja.

“Esta era a minha mãe, eu tirei a foto quando me transferiram para esta cidade, ela sempre pedia para que eu fosse visitá-la, mas como eu sempre estava ocupado aqui nunca fui. Agora ela faleceu e eu nunca mais vou vê-la.” Disse o padre com a voz tremula.

O padre foi para o enterro da mãe, por dois dias trabalhei somente de dia enquanto a igreja estava aberta, e quando o padre finalmente regressou, eu pedi demissão. Igreja agora eu só vou aos domingos, mas ainda morro de medo, vai ver que a mãe do padre ainda o está vigiando do além.

Oh my god!

Dr. Frank era professor de universidade, homem da ciência e céptico a qualquer assunto relacionado à religião. “Se não esta provado pela ciência não existe”, dizia ele quando se via no meio de uma conversa sobre o tema.

Certo dia, saindo do seu carro quando chegou à universidade para sua aula noturna escutou uma voz:

“Dr. Frank?” – disse uma moça de uns 17 anos aproximando dele.

“Pois não?” – perguntou curioso para saber quem era aquela moça, definitivamente nenhuma de suas alunas, ele conhecia a todos por nome.

“Sou a filha da Marisa, sua colega de Yoga” – respondeu a moça com um belo sorriso. “Desculpa te incomodar, mas eu estou a ponto de prestar vestibular, sonho em ser médica mas não sei se tenho estomago, queria assistir uma de suas aulas de anatomia se possível.”

“Humm, esta bem, apesar de que não deveria permitir, estou somente prestando um favor a sua mãe.” – respondeu Dr. Frank já andando em direção ao prédio.

Caminharam por uns 5 minutos até chegarem à sala onde Dr. Frank iria dar sua aula.

“Olha, não atrapalhe minha aula, não faça perguntas e não fale nada. Senta nessa cadeira e assiste. Quando formos analisar corpos você pode chegar perto. Não quero me meter em encrenca por trazer você aqui.” – disse ele com ar sério.

O tempo foi passando, chegaram os alunos e a aula começou. Dr. Frank olhava a moça uma vez ou outra que parecia muito interessada na aula. Algum tempo depois pediu a dois alunos que tirassem dois corpos do freezer para que ele os demonstrasse um procedimento.

“Professor, tem dois corpos recém chegados aqui. São indigentes, encontrados pela policia alguns dias atrás, foram mortos a tiros, esta aqui o relatório. Ainda não foram usados para estudo.” – Disse o rapaz estendendo uma prancheta com a informação dos cadáveres.

Olhando o relatório o professor balançou a cabeça dizendo que sim.

Os dois alunos retiraram os corpos dos plásticos e os colocaram em cima de uma mesa. A moça se levantou e curiosa foi até os corpos.

“Dr. Frank, cuida de mim, por favor.” – disse ela tremendo, com olhar estranho e se aproximando do professor, que imediatamente foi falar come ela.

Ela se virou e saiu correndo da sala e ele atrás dela, quando alcançou o corredor não a viu mais. Se aproximou do vigia.

“O senhor viu para onde foi a moça que saiu da minha sala?” – perguntou Dr. Frank.

“Ninguém passou por aqui não senhor.” – respondeu o vigia intrigado.

“O moça que entrou comigo mais cedo para aula de anatomia”. – explicou ele.

“Me desculpa Dr. eu não vi ninguém entrar com o senhor”. – contestou o homem mais intrigado ainda.
Dr. Frank virou-se em direção à sala agarrando o celular do bolso. Selecionou o celular de Marisa, segundos depois alguém atendeu.

“Oi Marisa, é o Frank da aula de Yoga. Escuta, sua filha esteve aqui e pediu para assistir uma das minhas aulas de anatomia. Acho que ela não agüentou ver os cadáveres e foi embora chorando.” – contou ele a mãe da moça.

“Estranho, ela foi acampar com o namorado e deveria estar de volta somente amanhã”. – respondeu Marisa com ar preocupado.

“Bom, pode ter sido outra Marisa então, eu conectei com você primeiro, mas deixa pra lá, eu tenho ir que meus alunos me esperam.” – disse e já desligando o telefone. “Acampamento... sei, esses adolescentes”.

Ele voltou a sala onde os alunos já haviam começado a estudar os corpos, se aproximou da mesa para tomar a liderança da aula novamente. Sua feição mudou completamente, o terror tomou conta de seu corpo.

“Para” – gritou Frank tirando a mão do rapaz que estava dentro do abdômen do cadáver. “Ela não é indigente, eu a conheço.” – disse ele aterrorizado.

Ali deitada na mesa de estudo com o tronco do seu corpo aberto, estava a filha de Marisa. Dr. Frank tremia da cabeça aos pés. Não sabia o que pensar, estava confuso e com medo pois aquilo era novidade para ele. Ele deu um passo em direção a porta, ali estava ela novamente. A brisa da noite tocou sua nuca e ele arrepiou.

“Me devolve pra minha mãe.” – disse a ela com voz tremula.

Um segundo depois já não estava mais lá. Dr. Frank dispensou seus alunos, sentou-se onde supostamente estava a garota e ali ficou por horas pensando tudo, tudo o que ele não acreditava teria que reconsiderar.

é o amor...

Nos conhecemos quando eu tinha apenas 14 anos e ele 15. Não posso dizer que foi amor  a primeira vista, mas eu sei que algo  de especial aconteceu no momento em que o vi pela primeira vez. Ele não era uma pessoa de muitos amigos e as minhas amigas não gostavam muito dele para dizer a verdade, mas eu me apaixonei por aquele menino teimoso e briguento que eu achava tão lindo.
Foi difícil conquistá-lo, pois logo depois que nos conhecemos ele começou a namorar umEssa é a história de um amigo caminhoneiro que mora em Goiânia. Ele sempre esta na estrada ganhando o pão da família e uma vez ou outra me conta histórias de arrepiar que acontecia em suas viagens, vou compartilhar com vocês algumas dessas histórias que ele me contou pessoalmente.

Eis que uma vez, estava Ronaldo fazendo o trecho São Paulo-Goiânia. Parou em um posto de gasolina pra abastecer e comer algo. Sentou-se no balcão da lanchonete e fez seu pedido. Enquanto estava comendo, uma mulher bonita e até bem vestida sentou-se do seu lado e puxou conversa com. Conversa vai e vem deu a hora de ir embora ele se despediu e saiu da lanchonete. Quando ligou o caminhão ali estava a mulher. Ele abaixou o vidro para ver o que queria e ela pediu uma carona, disse que morava na cidade vizinha e não queria andar até lá, que apesar de perto, já eram duas da manhã. Sem hesitar ele aceitou.

A cidade era realmente perto, dez minutos depois de sair do posto chegaram ao trevo. Apontando uma esquina ali no trevo, pediu pra parar e desceu do caminhão. Ronaldo se assustou quando viu que ali era o muro de um cemitério.

“Como você tem coragem de ficar aqui? Vamos embora eu te levo em casa, não importa que seja longe.” – disse ele com medo de deixar ela ali.

“Eu já estou em casa” – disse a mulher andando em direção ao muro do cemitério e desapareceu.

Contando essa história e conversando com outros caminhoneiros, descobriu que o fantasma era de uma prostituta que residia na cidade onde ele a deixou. Ela teria sido estuprada e morta por um caminhoneiro que a pegou naquele posto. Dizem que seu fantasma fica assombrando caminhoneiros como forma de vingança. Hoje, Ronaldo sempre desvia do trecho onde encontrou a mulher com medo de vê-la novamente.

E você? Daria carona a um estranho(a) na estrada?

a outra garota e eu tinha que ver os dois juntos e fingir uma felicidade que eu estava longe de sentir para que ele não percebesse os meus sentimentos e se afastasse de mim.
Logo, o namoro não deu certo e eu tive a chance de amar e de me deixar amar pelo homem que eu queria para mim.
Não se pode colocar em palavras a alegria que me invadiu quando ele finalmente me pediu em namoro. Éramos jovens e despreocupados, vivendo toda a magia e sedução do primeiro amor. Ele era romântico, carinhoso, desses que trazem flores, ou sempre surpreende com um carinho ou um beijo roubado.
Porém esta felicidade que partilhávamos se viu ameaçada quando a minha família se declarou contra o nosso namoro. Não me deixei intimidar, eu queria a ele somente, e quanto mais sofríamos represarias mais nos uníamos, mais o nosso amor se fortalecia.
Às vezes eu percebia que meus pais estavam tristes comigo e ficava triste também, mas eu o amava, como poderia deixá-lo?
Às vezes brigávamos e nos separávamos por um tempo, mas não conseguíamos ficar muito tempo longe um do outro, e com toda esta dificuldade os anos foram se passando.
Depois de três anos que havíamos nos conhecido, num dia 12 de junho, dia dos namorados, nós participamos de um sarau e representamos uma peça contando a nossa historia, que com todas as dificuldades nós continuávamos juntos e no final ele declamou comigo o Soneto de fidelidade de Vinícius de Moraes e disse que me amava...Ali naquele palco com centenas de pessoas nos assistindo...Eu chorei ao olhar p ele e dizer que também o amava muito. Foi o dia mais feliz e marcante que me recordo, mas toda esta felicidade estava chegando ao fim.
Um dia discutindo como um casal qualquer, nem me lembro do motivo, ele  me confessou que já havia me traído.
O meu mundo desabou e toda a minha luta p ficarmos juntos de repente não tinha mais sentido para mim. Tudo o que eu vivera com ele parecia de repente uma grande mentira. Eu ainda tentei perdoar e continuar com o nosso namoro, mas a única coisa que fiz foi adiar o inevitável...O fim.
Eu perdi bruscamente não só o Homem que eu amava, mas meu único amigo de verdade, a pessoa que eu mais confiava, por quem eu lutei para ter o direito de amar. Quase não agüentei a tristeza...E para completar, depois de cinco meses ele foi estudar em outro país e eu nem tive a chance de olhar em seus olhos mais uma vez e dizer que eu sempre o amaria.
Faz três anos que ele foi embora. Eu continuei a minha vida como pude. Juntei os pedaços do meu coração e formei novos sonhos pra mim.
Sei que preciso deixar o que aconteceu no passado, mas não posso ficar sem noticias dele e por isso ainda mantemos contato. Ainda hoje o meu coração chama por ele, mas eu sei que nada mais é possível entre nós...Sei que este amor precisa morrer, mas eu não tenho forças para matá-lo...As lembranças são o meu maior tesouro deste que hoje é apenas... Um amor para recordar!v

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

avisos...

Estes fatos descritos realmente aconteceram dia 06/09/2011.

Tinha uma consulta com dentista logo de manha as 08:30 hs.
Cheguei em frente ao consultorio as 08:29 e toquei campainha, a dentista liberou a trava eletrica do portão e caminhei até a porta. Quando ia abrir a porta, notei uma pequena mariposa preta com uma mancha vermelha em cada asa. Parecia dois olhos, achei estranho e comentei com a dentista. Ela depois de me atender desceu as escadas e foi conferir. Ainda a pequena mariposa estava lá, achamos estranho, seria algum aviso?.
Voltei para minha casa e ja era 10:00 hs e minha mãe assustada me avisou que tinha um gato preto morto na laje de casa. Outro fato estranho.
Peguei dois sacos pretos de lixo grande, coloquei um dentro do outro, vassoura e pá de lixo.
Subi as escadas para ir a laje de casa, e lá estava um grande e pesado gato preto morto.Notei que seu corpo tinha marcas, como se fossem furos, como se tivessem atirado chumbinho nele, notei também sangue na laje e nas escadas.Minha mãe contou que ouviu um barulho grande na laje um dia antes, parecia que tinham jogado um tijolo na laje.Será que o gato já estivesse morto e um indivíduo se livrou do pobre animal jogando-o na minha laje?Se fosse isso, como haveria marcas de sangue nas escadas, como se o animal subisse agonizante as escadas e falecera na minha laje